A PASSAGEM POR TORRINHA

A passagem por Torrinha durou bom tempo e fixou muitas raízes dos nossos antepassados Melges naquela região.

Torrinha Pedras a passagem - A PASSAGEM POR TORRINHA - Melges

Torrinha Pedras

Por volta de 1885, nossa família, vinda da região de Rio Claro, espalhou-se pela região montanhosa a partir da cidade de Torrinha, e se distribuíram por Brotas, Dois Córregos, Santa Maria da Serra, Mineiros do Tietê [Bairro do Banharão], Jaú, e São Pedro onde permaneceram por algumas décadas.

Realizei nesta semana que se encerra hoje [22.04.017] mais uma expedição histórica e genealógica, desta vez acompanhado da minha esposa Mitiko, registrando a passagem por Torrinha, e das minhas observações dos mirantes, das paisagens, do horizontes daquelas serras e morros, creio que consegui descobrir o motivo pelo qual aquela pequena região tanto encantou nosso ancestral Jakob Melges e se transformou em um grande ninho de nascimentos, casamentos e óbitos, quiçá da maior quantidade de nossos antepassados no final do século 19 e começo do século 20.

  • O que deve ter encantado Jakob Melges foi a conformação geográfica daquela região de Torrinha e derredores, com grandes rios, muita mata e morros à vontade, com a caça farta e a famosa “terra de primeira”, e o motivo do encantamento é que aquela região lembra em muito a região de onde vieram lá de Briedel.

Muito embora possamos dizer que foi a passagem por Torrinha, na realidade foi a nossa chegada à região de Torrinha quando nossa família  fixou raízes firmes e se espalhou pelas cidades vizinhas de Brotas, Dois Córregos, Santa Maria da Serra, Mineiros do Tietê, Bairro do Banharão, São Pedro [que naquela época era conhecido como “de Piracicaba”; e depois, aos poucos, a maioria migrou para as cidades de Jaú, Lençóis Paulista, Agudos, Bauru, Lins, Getulina, e à cada localidade nova, permaneciam por poucos anos, mas também nelas iam nascendo novos familiares Melges e a família ia se misturando com outros sobrenomes de outras origens lá do exterior, gerando uma grande teia de familiares e agregados.

Dizia meu pai e meu tio Edson que alguns ramo migraram para Bauru e a maioria para Lins [minha terra natal], atraídos por aquilo que se dizia ser o Eldorado, e depois boa parte rumou para o Norte do Paraná em busca da fortuna, de abrir novas terras e plantar cafezais, trabalhando para muitos fazendeiros graúdos que já haviam ouvido da fama “daqueles Melges sérios e trabalhadores responsáveis que vieram lá da velha Alemanha e não tinham medo de nada”.

Aqueles que se radicaram em Bauru também migraram para o Paraná, mas alguns deles pararam no caminho em algumas cidades da Nova Alta Paulista que começa em Tupã e vai até Panorama, e alguns poucos deles permaneceram na região de Quatá e Rancharia.

De Lins alguns migraram para a vizinha Getulina, Promissão, Sabino, onde permaneceram por pouco tempo, quando alguns retornaram para Bauru.

Adão Melges I Cemitério Torrinha a passagem - A PASSAGEM POR TORRINHA - Melges

Adão Melges I Cemitério Torrinha

Adão Melges faleceu em Torrinha em 1901 e foi enterrado com familiares nesta parte do cemitério local, porém a prefeitura fez alterações há cerca de 10 anos.

Eu considero esta fase da vida da nossa família na região de Torrinha, como a que produziu o maior número de nascimentos da segunda geração de Melges brasileiros, quais sejam os netos do nosso imigrante, e também o local onde a família permaneceu por mais tempo desde a chegada de Jacob Melges no Brasil.

Existe uma outra fase mais rica de significados para nós, a qual está espalhada desde a saída de Petrópolis por volta de 1858 até a chegada na região de Torrinha, mas aquela fase será motivo de outro artigo que está sendo os poucos costurado em função de abranger uma maior quantidade de cidades em uma extensão geográfica tão grande.

Nosso imigrante Jacob Melges, acompanhado dos seus filhos Pedro, Jacintho e João Melges fixaram residência ao pé da serra na localidade chamada Tupancy, posteriormente denominada Santa Maria da Serra.

Analisando as maravilhas da região, principalmente ao redor de Santa Maria da Serra, banhada por dois grandes rios [Piracicaba e Tietê], cercada por serras e montanhas, tal e qual a região ao redor de Briedel na Alemanha, conclui que nosso imigrante Jacob Melges se encantou com o local e nele decidiu passar o resto dos dias da sua vida naquele local [onde faleceu em 1908], justamente pela semelhança dos acidentes geográficos e a exuberância da natureza.

Walmir da Rocha Melges – 22.04.2017 – A passagem da Família Melges por Torrinha.

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