Amaro Melges

AMARO MELGES

Por Ulysses Melges

Amaro, filho de Jakob I, irmão de Adão, outro dos patriarcas da família, nasceu em Sorocaba em 4 de janeiro de 1856, e foi batizado pelo seu padrinho, Capitão Amaro. Foi criado com seus pais, que moraram em várias cidades, e faleceu em Lins em 1958 com 102 anos. Era de estatura média, físico forte e boa saúde. Seu temperamento era calmo e sua pele era branca. Entre nossos patriarcas, havia uma diferença na cor da pele, a vermelha, que demonstrava a origem Alemã, e a branca, que segundo o que diziam nossos próprios avós, era pelo fato de que Anna Maria, sua mãe, era filha de franceses. Por isso, havia os de peles brancas, como Amaro e outros, mas em nossas pesquisas, segundo os registros levantados em Briedel na Alemanha, não conseguimos comprovar que Anna Maria fosse francesa.

A pedido de sua mãe Ana Maria, Amaro, aos 29 anos, casou-se com sua sobrinha, Maria Angélica que tinha 19 anos, filha de seu irmão Adão, e ela com tiveram dez filhos, sendo que sete faleceram ainda na infância. Conseguiu criar três filhas, Benedita, Lídia, e Ambrozina, também conhecida como Téca. Benedita, casou-se em Dois Córregos com Marcos Delphino de Andrade; Lídia casou-se em Lins, com Sebastião Rebouças de Carvalho, e Ambrozina casou-se em Lins com Emidyo Elias de Godoy Moreira. Amaro foi tropeiro e administrador de fazenda quando solteiro, e, depois de casado, foi comerciante em Torrinha. Posteriormente foi sitiante e pequeno fazendeiro em Dois Córregos, vindo em 1917 para Lins com um amigo de Dois Córregos. Adquiriram uma pequena fazenda em sociedade, nas imediações da cidade, e ele vindo com sua família, ficou administrando a fazenda. Em 1918, veio a falecer sua mulher, e ele desfez a sociedade. Ficou como procurador de seu ex-sócio, e loteou em chácaras a outra parte.

Em 1921, Ignácio, que era sobrinho e cunhado de Amaro, comprou um destes lotes, e ficou com 4 alqueires formando uma chácara. Amaro casando com sua sobrinha, filha de seu irmão, formou a família mais original de nossa família, em que seus descendentes poderiam assinar por duas vezes o sobrenome, mas não foi isto que aconteceu, porque hoje já na sua quarta e quinta geração, está extinguindo o nome Melges no seu ramo familiar; haja vista que a primeira filha Benedita, casou-se com Marcos Delphino de Andrade, e seus descendentes assinam Andrade.

Lídia casou-se com Sebastião Rebouças de Carvalho, e seus descendentes assinam Rebouças de Carvalho, e Ambrozina não teve filhos, nem no primeiro nem no segundo casamento, desaparecendo assim, o nome original.

Dos quinhões que tocaram em inventário da fazenda de Amaro, surgiu em Lins, o bairro do Rebouças, e o último que tinha permanecido por muitos anos, como chácara, acabou formando o bairro do Irmãos Andrade, e por força do destino, o nome Melges que poderia perpetuar-se como nome próprio de bairros, transformou-se no nome de seus descendentes que não assinam o nome Melges.

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