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A Saga de Jakob Melges

A Saga do nosso imigrante Jakob Melges (nascido em 22.03.1820), que emigrou ao Brasil acompanhado de sua mãe (Elizabeth Back), seus irmãos (Mathias Joseph Melges, Johann Adam Melges, Maria Catharina Melges, Matheus Josef Melges, e Gertrud Melges), sua esposa (Ana Maria Rheinardt – nascida em 19.01.1818) e o primeiro filho nascido em solo alemão Simão (Simon Melges * 04.09.1845) tem início e motivação em um contexto de transformações épicas onde outros imigrantes em muitos locais do mundo deixavam suas famílias, seus pertences e o local onde haviam nascido, em direção à um novo mundo e passavam à fazer parte de um povo sofrido que queria refazer sua vida em novos horizontes.

Saiam de suas terras rumo à um sonho de eldorado, cada um iniciando sua saga, porém aquilo que era chamado de novo mundo necessitava na realidade de pessoas e da sua mão de obra para criar e fortalecer aquele novo mundo, e então o que ofereciam aos novos cidadãos era muita luta, labuta, sofrimento e pouca renda.

No caso do novo mundo chamado Brasil, o sucesso da fundação, em 1844, da Colônia de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, aumentou o interesse dos alemães – principalmente do Vale do Saar, que já estavam cansados de uma vida penosa em função das sequentes ocupações de guerra que destruíram suas plantações e consumiram os seus animais, fatos estes que provocou a emigração para outras plagas, principalmente para o Brasil. A saga dos que emigraram para a Colônia de São Leopoldo está registrada em muitos contos históricos e familiares, bem como nas árvores genealógicas destes nossos conterrâneos que foram os precursores da chegada dos alemães no Brasil.

Ainda lá na velha Alemanha eles eram influenciados pelos agentes de migração brasileiros que intensificavam a propaganda nas várias cidades ao longo do Reno e do Mosel, prometendo grandes vantagens e promessas, que povoavam o imaginário popular, fazendo com que muitas famílias decidissem pela fantástica aventura em direção à América.

Navio [object object] - A saga de Jakob Melges - MelgesA vinda ao Brasil

No nosso caso, Jakob Melges e Ana Maria Rheinardt casaram-se em 06.06.1844 na Igreja Católica de St. Patrick em Briedel, e tinham apenas 25 anos e um bebê [Simon] quando rumaram com outros familiares para o Brasil, aportando no Rio de Janeiro, de onde foram transferidos para Petrópolis.

Assim, Jakob Melges em 1846 tomou a difícil decisão, tal qual inúmeros outros de seus compatriotas da Renânia (Palatinado) que abandonaram sua aldeia natal – Briedel – em velhas e alquebradas carroças puxadas por cavalos, abarrotadas de baús com rotas roupas e pertences, em direção ao rio Reno, onde embarcaram num vapor e seguiram até a cidade de Colônia (Köln), ficando apinhados algures na cidade, após o que, decorridos alguns dias partiram num trem para Ostende, na Bélgica, e em seguida, por terra, viajaram até Dunquerque, na França, de onde rumaram para o Brasil.

Depois de alguns dias de inquietante espera subiram à bordo de um brigue sardo que levantou ferros e, de velas enfunadas, iniciou a longa travessia de quase sete semanas pelo oceano. Estavam em quase 200 pessoas a bordo, ocupando todos os locais livres do serviço marinho, onde passaram várias privações, na busca da terra prometida pelos pregoeiros brasileiros, e o brigue alcançou as costas da cidade do Rio de Janeiro, em junho ou julho de 1846, onde fundearam e ficaram aguardando as negociações com a nova terra.

Quadro Melges [object object] - A saga de Jakob Melges - MelgesCHEGADA AO BRASIL

Decorridos alguns angustiosos dias, sem ouvir nenhuma resposta para suas muitas perguntas e inquietações, foram desembarcados na Praia Grande, proximidades de Niterói, onde mais uma vez amargaram o abandono dos agentes imigratórios passando dias de sofrimento diante das péssimas condições de alojamento e das incertezas quanto ao futuro, até que seus representantes foram recebidos em audiência pelo próprio Imperador brasileiro, o qual decidiu que iriam colonizar a Fazenda do Córrego Seco; residência de verão do Imperador, que aos poucos se transformou na atual Petrópolis, inaugurando, naquela época a primeira modalidade de assentamento urbano do Brasil, como podemos comprovar pelos contratos existentes na Imobiliária da Família Imperial, ainda detentora dos direitos de laudêmio da cidade de Petrópolis. Assim iniciou-se a saga de Jakob Melges no Brasil.

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