ADÃO MELGES [JOÃO ADÃO MELGES] x PETRÓPOLIS – INÉDITO

Adão Melges [João Adão Melges – esta informação é inedita] nasceu em Petrópolis em 21 de janeiro de 1848 e foi batizado no dia 23 de janeiro de 1848 tendo por padrinhos Adão Rippel e Luísa Catarina Rippel, tendo sido registrado às fls. 11 do livro 1º. Livro de Batizados da cidade de Petrópolis.

Em seguida às fls. 12 do mesmo livro, encontramos o batizado, no dia 30 de janeiro de 1848, e o registro de nascimento de Joana, nascida no dia 20 de janeiro de 1848, também batizada pelos mesmos padrinhos, mas agora, com o nome adicionado de João Adão Rippel.

Esta informação nos leva pensar que Adão teve uma irmã gêmea, a qual não conseguimos encontrar em nenhum outro registro daquela cidade, pelo motivo de que Jacob Melges, após alguns anos de residência, teve um desentendimento com as autoridades locais, seguida de uma grande briga e acabou fugindo do local de madrugada com toda sua família.

Muito embora eu tenha noticiado anteriormente que Adão foi o primeiro Melges a nascer m solo brasileiro, a realidade é que existe um outro nascimento, anterior a ele, de Antonio Melges, em 1846, mas como este Antonio também desapareceu, creio que tanto ele como Joana, devem ter perecido em tenras idades.

Assim nosso imigrante Jacob Melges não permaneceu em Petrópolis, o que ocorreu também com muitos outros imigrantes, depois de chegarem à Fazenda Córrego Seco, em uma primeira leva, de junho a novembro de 1845 acomodados em 13 navios em um total de 2.303 pessoas, todas elas recrutadas na velha Alemanha pelo Major Julio Frederico Koeler, em um local onde, segundo palavras do Koeler somente havia terra, água e mato, mas a meu ver, faltou ele dizer que ali grassava o frio, muito embora os imigrantes, oriundos de locais frios, talvez não tenham sofrido com este fator.

O motivo que levou a migração interna de muitos, como também a emigração para os USA, foi a constante precariedade de vida e os revezes próprios do fato de que aquele local ainda estava no seu nascedouro, e por outro lado, muitos haviam embarcados lá na Alemanha, acreditando que estavam “indo para a América”, local que já ocupava o imaginário dos velhos povos como sendo a terra da promissão.

As cerimônias religiosas de ordem católicas eram realizadas no oratório da Casa Grande da Fazenda Córrego Seco, residência do Superintendente da Imperial Fazenda, Major Koeler, Primeiro Diretor da Colónia, onde a fazenda foi comprada por D. Pedro II para ser vir de colônia de veraneio para a Família Imperial.

Assim, este assunto é apenas introdutório, e retornarei a ele oportunamente aumentando as informações, não somente sobre Adão, como também sobre a Petrópolis que nossos antepassados conheceram.

Autor: Walmir da Rocha Melges – 16 de janeiro de 2016 [partindo de informações que já tenho colecionado há mais de 20 anos]

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