SOBRE A HIPÓTESE DE QUE NOSSOS ANCESTRAIS TENHAM SIDO JUDEUS

Uma questão recorrente, sobre a qual volta e meia sou questionado por algum parente é se nós descendemos de judeus ou não.

Sei que as fotos dos nossos antepassados apresentem características que modernamente nós aprendemos a entender como características do povo judeu, porém precisamos nos lembrar que somente as feições não determinam a origem das pessoas.

Se analisarmos as fotos do meu avô Ignácio e do seu pai Adão Melges [primeiro Melges a nascer em solo brasileiro], também ficamos com esta dúvida, e devo confessar que esta é uma dúvida que também me assaltou quando eu era um pouquinho mais criança – há mais de 50 anos atrás – sobre a qual conversei longamente e repetidamente com meu pai Ulysses.

Precisamos deixar claro que a hipótese de descendência deste povo – judeu – não nos traz mérito, nem demérito, mas a resposta iria apenas situar uma origem étnica, e assim, posso responder objetivamente sobre este assunto da seguinte forma:

  1. Minhas pesquisas comprovam a nossa genealogia e nascimento geográfico desde o ano de 1.594, quando encontrei a primeira pessoa com este sobrenome, na cidade de BRIEDEL na Alemanha.
  2. Todos os descendentes MELGES que tenho cadastrado da descendência de JAKOB MELGES e do seu filho SIMON MELGES, são originários, com toda a certeza, da cidade de Briedel, às margens do rio Mosel na Alemanha e aqui chegaram para participarem da colonização [e construção] da cidade de Petrópolis. Todos estes têm origem nesta pessoa do ano de 1.594.
  3. Assim sendo, nós, descendentes de Jakob Melges somos originariamente, alemães.
  4. É claro que eu não tenho como saber se aquela pessoa do ano de 1.594 era, originariamente ALEMÃO ou se ele era JUDEU. Eu pesquisei em um livro de nascimentos, casamentos e óbitos da Igreja Católica de Briedel, que estava identificado como sendo o primeiro livro daquela igreja, mas, podem existir registros anteriores aos quais eu não tive acesso.
  5. Existem alguns poucos MELGES no Brasil que eu não consegui situar [amarrar genealogicamente na linha de descendência] ele na nossa árvore genealógica, os quais, muito embora assinem MELGES com a nossa grafia, vieram de outras cidades alemãs as quais eu não pesquisei ainda.
  6. Não consegui ainda fazer a amarração da genealogia destas pessoas com a nossa primeira pessoa lá no passado em Briedel
  7. Existem muitos MELGES americanos, dos quais eu já escrevi artigo específico e está no nosso site, os quais ainda não consegui fazer a amarração com os nossos antepassados, mas a origem [por volta de 1827] destes Melges americanos é de outra cidade, diferente da nossa. É claro que existe a hipótese de que eu consiga fazer a amarração das duas genealogias em uma data anterior à 1.827. Este é um assunto que sempre me desafiou [encontrar o ponto de interseção entre as duas genealogias], e eu já me debrucei por mais de 300 horas somente neste assunto.
  8. Não podemos nos esquecer que nossos pais e avós nos contavam que os irmãos do Jakob Melges, que com ele vieram ao Brasil, preferiram não ficar na nossa pátria, mas sim, logo emigraram para os EUA, e isto deve ter ocorrido de 1846 a 1860.
  9. Alguns primos me têm questionado a possível origem judia em função dos nomes, então eu explico. Uma boa parte da Alemanha, naquela época conhecida como Império Austro Húngaro, como o Reinado da Prússia, fez parte do chamado Sacro Império Romano, e em função dos rios, principalmente o Mosel [região Mosela], era caminho dos mercadores e exploradores romanos que iam para os diversos destinos além. Isto provocou intensa influência católica, dando assim origem aos nomes próprios oriundos da Bíblia Sagrada Cristã. Este tipo de ocupação por passagem trouxe gigantescos problemas para aquela região pois os exércitos imperiais e os bandidos que por ali transitavam roubavam a comida dos nativos, causando então estado de pobreza e fome naquelas regiões e outros males.

Walmir da Rocha Melges – artigo atualizado em 6 de janeiro de 2015

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